Ei psiu!
se achar por ai
pedacinhos brilhantes,
na sua rua,
de algo que não sabe o que é
junte tudo numa caixinha...
São meus pedacinhos
os tais dos fragmentos da menina mulher
Saí por aí
vagando pela noite
aproveitando a chuva,
e eles se perderam, fui deixando
por ai pedacinhos da minha luz,
Devolve moço por favor!
Os caquinhos de Cynthia, que você encontrou?
(...) e como quisera eu, sussurrar algumas palavras, para desatar o nó da garganta, para desaguar o rio que corre dentro de mim. Como para gritar ao mundo algumas palavras, dizer: EU ESTOU AQUI!
sábado, 5 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
O meu tempo

O meu tempo não é o seu tempo.
O meu tempo é só meu.
O seu tempo é seu e de qualquer pessoa, até eu.
O seu tempo é o tempo que voa.
O meu tempo só vai onde eu vou.
O seu tempo está fora, regendo.
O meu dentro, sem lua e sem sol.
O seu tempo comanda os eventos.
O seu tempo é o tempo, o meu sou.
O seu tempo é só um para todos,
O meu tempo é mais um entre muitos.
O seu tempo se mede em minutos,
O meu muda e se perde entre outros.
O meu tempo faz parte de mim,
não do que eu sigo.
O meu tempo acabará comigo
no meu fim.
Arnaldo Antunes
Assinar:
Postagens (Atom)