(...) e como quisera eu, sussurrar algumas palavras, para desatar o nó da garganta, para desaguar o rio que corre dentro de mim. Como para gritar ao mundo algumas palavras, dizer: EU ESTOU AQUI!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Especial
Quando as palavras são poucas para definirmos alguém, ousamos dizer, que este alguém é especial. Eu ousaria dizer, que o abraço é aconchegante, e que pode trazer paz e tranquilidade e ao mesmo tempo o furor de um vulcão em chamas. Eu ousaria ainda dizer que no sorriso simples e inocência de uma criança mora um grande homem e um pequeno menino.A voz que acalma, as palavras certas, o toque preciso.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Às vezes é tão difícil nos desprendermos...
Quando nos acostumamos com uma determinada situação e aquilo não nos parece certo, mas nos parece comodo.
Talvez por pura covardia, ou medo dos fantasmas ou até mesmo pela falta de adaptação.
Acabamos nos acostumando a calar, a consentir, e por vezes a nem sentir.
A gente se acostuma com o que nos é ofertado e perdemos a sagacidade de procurar o novo.
Se acostuma mas não deveria.
Se acostuma com a comida insossa, com o trabalho que não nos faz feliz, com a pessoa que não nos aceita exatamente como nós somos. Aceita as migalhas do pão que alguém comeu. Aceita mas não deveria. Aceita estar onde não queremos, e ouvir o que não gostamos. Aceita ordens que não gostaríamos de cumprir. Aproveita a "oportunidade" se assim pode ser chamada de nos acomodar.
Particularmente eu gostaria de mudar. Gostaria de dizer que isso não é o que eu quero, não é o que eu quero ouvir, não é o carinho do qual eu preciso, não é a companhia que me faz bem. Gostaria de dizer que a comida estava sem sal, e que não é deste perfume que eu gosto. Gostaria de dizer que essas não são as músicas que me fazem viajar, e que definitivamente não é este o futuro que eu esperava ver a minha frente. Queria dizer também que eu preferia mil vezes estar escrevendo romances "agua com açúcar" do que estar oferecendo sabedoria à quem não precisa ou não se interessa por isso, ou cozinhando, adicionando novos sabores a paladares aguçados que realmente procuram alento para sua fome. Eu gostaria mesmo de dizer que não acredito em determinadas ideias e ideais que não são meus, e que acredito em outras que estão guardadas dentro de mim. Que acredito em amizades verdadeiras, por ter encontrado muitas falsas, e que acho que ainda não sei o que é o amor verdadeiro, pois ainda não encontrei meu amor próprio. Eu gostaria de mover montanhas, e deitar na relva ou parar em meio a uma avenida barulhenta, se isso fosse realmente a minha vontade. Eu gostaria de dizer que adquiri hábitos e vícios, mas isso não mudou o que eu realmente sou, e acredito que sou uma boa pessoa apesar de não ter sido muito boa comigo mesma. Gostaria de dizer que quero tentar dizer tudo isso... a quem queira ouvir ou até mesmo repetir isso tudo diversas vezes para mim mesma, até me convencer de que eu realmente posso dizer tudo isso.
Quando nos acostumamos com uma determinada situação e aquilo não nos parece certo, mas nos parece comodo.
Talvez por pura covardia, ou medo dos fantasmas ou até mesmo pela falta de adaptação.
Acabamos nos acostumando a calar, a consentir, e por vezes a nem sentir.
A gente se acostuma com o que nos é ofertado e perdemos a sagacidade de procurar o novo.
Se acostuma mas não deveria.
Se acostuma com a comida insossa, com o trabalho que não nos faz feliz, com a pessoa que não nos aceita exatamente como nós somos. Aceita as migalhas do pão que alguém comeu. Aceita mas não deveria. Aceita estar onde não queremos, e ouvir o que não gostamos. Aceita ordens que não gostaríamos de cumprir. Aproveita a "oportunidade" se assim pode ser chamada de nos acomodar.
Particularmente eu gostaria de mudar. Gostaria de dizer que isso não é o que eu quero, não é o que eu quero ouvir, não é o carinho do qual eu preciso, não é a companhia que me faz bem. Gostaria de dizer que a comida estava sem sal, e que não é deste perfume que eu gosto. Gostaria de dizer que essas não são as músicas que me fazem viajar, e que definitivamente não é este o futuro que eu esperava ver a minha frente. Queria dizer também que eu preferia mil vezes estar escrevendo romances "agua com açúcar" do que estar oferecendo sabedoria à quem não precisa ou não se interessa por isso, ou cozinhando, adicionando novos sabores a paladares aguçados que realmente procuram alento para sua fome. Eu gostaria mesmo de dizer que não acredito em determinadas ideias e ideais que não são meus, e que acredito em outras que estão guardadas dentro de mim. Que acredito em amizades verdadeiras, por ter encontrado muitas falsas, e que acho que ainda não sei o que é o amor verdadeiro, pois ainda não encontrei meu amor próprio. Eu gostaria de mover montanhas, e deitar na relva ou parar em meio a uma avenida barulhenta, se isso fosse realmente a minha vontade. Eu gostaria de dizer que adquiri hábitos e vícios, mas isso não mudou o que eu realmente sou, e acredito que sou uma boa pessoa apesar de não ter sido muito boa comigo mesma. Gostaria de dizer que quero tentar dizer tudo isso... a quem queira ouvir ou até mesmo repetir isso tudo diversas vezes para mim mesma, até me convencer de que eu realmente posso dizer tudo isso.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Acho que deixamos de ser felizes quando esquecemos de ouvir a voz de dentro da gente.
Quando nos deixamos levar pela frieza dos dias e das pessoas ao redor.
Acho que deixei de ser feliz quando me prendi ao passado, quando não me dei tempo para o luto,
quando não me permiti chorar, quando não me deixei sentir dor.
Me negligenciei a alegria quando me enrusti na hipocrisia de acreditar que "tá tudo certo" ou até mesmo"não há o que mudar".Mas ainda espero ser feliz e me permitir sentir isso.
Faço minhas essas palavras:
"Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Cedo, claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...
E deixemos de coisa, cuidemos da vida
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida"
Quando nos deixamos levar pela frieza dos dias e das pessoas ao redor.
Acho que deixei de ser feliz quando me prendi ao passado, quando não me dei tempo para o luto,
quando não me permiti chorar, quando não me deixei sentir dor.
Me negligenciei a alegria quando me enrusti na hipocrisia de acreditar que "tá tudo certo" ou até mesmo"não há o que mudar".Mas ainda espero ser feliz e me permitir sentir isso.
Faço minhas essas palavras:
"Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Cedo, claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...
E deixemos de coisa, cuidemos da vida
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida"
Cecília Meireles
quinta-feira, 21 de julho de 2011
"Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar."( A.S.E)
Nothing more else to say....
sexta-feira, 1 de julho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Necessidade de arrumar o armário...
Colocar pra fora, tudo que não me faz bem,
arrumar as prateleiras da vida, ordenar as coisas
pelo sentido que elas fazem ou tem.
Tirar o mofo dos bons sentimentos
colocá-los ao sol.
Diminuir o espaço entre os abraços que estão guardados,
para caberem mais e mais abraços, de preferência colocá-los
em local de fácil acesso.
Colocar pra fora, tudo que não me faz bem,
arrumar as prateleiras da vida, ordenar as coisas
pelo sentido que elas fazem ou tem.
Tirar o mofo dos bons sentimentos
colocá-los ao sol.
Diminuir o espaço entre os abraços que estão guardados,
para caberem mais e mais abraços, de preferência colocá-los
em local de fácil acesso.
terça-feira, 15 de março de 2011
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Eu não te prometi nada.
Não te prometi o mundo, nem rosa nem preto.
Não prometi céus estrelados, nem dias de muito calor.
Não pedi que seguisse meu caminho, nem que não seguisses o seu.
Não prometi tirar as pedras para que você caminhasse.
Eu não te prendi a mim.
Não amarrotei seus sonhos,
Não pisoteei seu coração.
Não me olhe como quem julga,
Não tenha raiva de mim, porque na verdade... eu não te prometi nada.
Não te prometi o mundo, nem rosa nem preto.
Não prometi céus estrelados, nem dias de muito calor.
Não pedi que seguisse meu caminho, nem que não seguisses o seu.
Não prometi tirar as pedras para que você caminhasse.
Eu não te prendi a mim.
Não amarrotei seus sonhos,
Não pisoteei seu coração.
Não me olhe como quem julga,
Não tenha raiva de mim, porque na verdade... eu não te prometi nada.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Eu te peço que me ame...
Peço-te que me ame de corpo e alma,
me ame quando eu menos merecer,
quando eu ficar chata pela TPM
quando minha saúde não estiver perfeita,
me ame quando meus cabelos estiverem assim meio bagunçados.
Te peço que me aceite, mesmo quando eu não parecer aquela mulher linda por quem você se apaixonou.
Quando a maquiagem estiver borrada, e quando eu chorar sem motivo.
Me ame quando eu fizer perguntas e piadas cretinas e sem muita graça.
Apaixone-se por mim a cada dia, e no dia-a-dia.
Peço-te que fique ao meu lado, e durma segurando minha mão bem firme.
Peço-te que tenha paciência com meus erros, e com alguns acertos também.
Em troca te dou meu amor, compreensão e todo o carinho que eu for capaz de oferecer,
pra sempre ( no espaço eterno que dure de hoje pra amanhã ou toda vida.).
"Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais irei precisar do seu amor"
Peço-te que me ame de corpo e alma,
me ame quando eu menos merecer,
quando eu ficar chata pela TPM
quando minha saúde não estiver perfeita,
me ame quando meus cabelos estiverem assim meio bagunçados.
Te peço que me aceite, mesmo quando eu não parecer aquela mulher linda por quem você se apaixonou.
Quando a maquiagem estiver borrada, e quando eu chorar sem motivo.
Me ame quando eu fizer perguntas e piadas cretinas e sem muita graça.
Apaixone-se por mim a cada dia, e no dia-a-dia.
Peço-te que fique ao meu lado, e durma segurando minha mão bem firme.
Peço-te que tenha paciência com meus erros, e com alguns acertos também.
Em troca te dou meu amor, compreensão e todo o carinho que eu for capaz de oferecer,
pra sempre ( no espaço eterno que dure de hoje pra amanhã ou toda vida.).
"Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais irei precisar do seu amor"
domingo, 15 de agosto de 2010
Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta
( Clarisse Lispector)
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta
( Clarisse Lispector)
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
O
O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer
E a tua história, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que tem
é teu e de mais ninguém
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que tem
é teu e de mais ninguém
Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história
Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul
Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Eu escrevo pra dizer o que às vezes eu não digo.
Figura Quixotesca, faço piada de tudo,
até mesmo do que eu sinto.
Quando se trata de amor, não faço nada direito,
e por mais que eu diga que Eu Te Amo,
ainda parece que faço graça.
Me comparo ao palhaço, que pinta o rosto
para que os outros não vejam suas lágrimas,
e que faz da sua dor sua graça.
Ei, Psiu.... Eu Amo Você...
e isso não tem graça nenhuma,
ou tem a graça toda.
Tem a graça dos teus beijos
do seu sorriso,
tem a graça da felicidade de estar ao teu lado...
Figura Quixotesca, faço piada de tudo,
até mesmo do que eu sinto.
Quando se trata de amor, não faço nada direito,
e por mais que eu diga que Eu Te Amo,
ainda parece que faço graça.
Me comparo ao palhaço, que pinta o rosto
para que os outros não vejam suas lágrimas,
e que faz da sua dor sua graça.
Ei, Psiu.... Eu Amo Você...
e isso não tem graça nenhuma,
ou tem a graça toda.
Tem a graça dos teus beijos
do seu sorriso,
tem a graça da felicidade de estar ao teu lado...
terça-feira, 13 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
Não vejo forma de voar de pés no chão,
se você se agarra ao solo,
acaba perdendo o prazer e a satisfação de voar,
de sentir o vento no rosto...a emoção de chagar ao solo
às vezes são e a salvo, às vezes nem tanto.
Se não houver luta, não terão cicatrizes
e nem história pra contar, nem dores pra chorar, nem piadas pra rir.
Eu não me arrependo de nada não...
eu vivo assim perigosamente mesmo,
eu ando pelo fio da navalha, e se cortar
tem mertiolate e band-aid por ai de sobra.
se você se agarra ao solo,
acaba perdendo o prazer e a satisfação de voar,
de sentir o vento no rosto...a emoção de chagar ao solo
às vezes são e a salvo, às vezes nem tanto.
Se não houver luta, não terão cicatrizes
e nem história pra contar, nem dores pra chorar, nem piadas pra rir.
Eu não me arrependo de nada não...
eu vivo assim perigosamente mesmo,
eu ando pelo fio da navalha, e se cortar
tem mertiolate e band-aid por ai de sobra.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Era uma manhã como outra qualquer, não, não era, apenas parecia ser.
Naquela manhã do dia 06/04/2002 tudo mudaria. e realmente mudou.
Acordei com um telefonema, alguém me avisando que ele não estava mais entre nós. Atordoada, o chão se abriu e por muito tempo assim eu fiquei. Demorou muito pra que eu conseguisse entender o que aconteceu, como aconteceu e me resignar.
Sim resignar, porque aceitar, acho que nunca.
Minha vida nunca mais foi a mesma, e com ele acho que enterrei uma parte dos meus sonhos de adolescente, um pouquinho do amor inocente de criança. Enterrei o sorriso gostoso de que ele tanto falava, o sorriso dos dentes todos.
Rodrigo era um ser especial. Uma pessoa incrível, de um coração enorme, de um carisma raro. Era uma eterna criança, cheio de vida, e se eu fosse dizer todas as qualidades que eu via nele, ficaria aqui, horas e horas e mesmo assim as palavras faltariam. Ele era ÚNICO.
Foi minha primeira paixão, meu primeiro namoradinho, foi com ele que aprendi o que são "borboletas no estômago". Foi meu amigo, confidente, irmão, conselheiro e mais foi com ele que eu aprendi que dinheiro, classe social, diferenças intelectuais, nada disso é capaz de afastar duas pessoas que realmente se amam.
Falar dele ainda não é fácil, dói como se tivesse acontecido hoje. Dói de uma forma que não sei explicar. A saudade, a tristeza e a indignação são as mesmas de 8 anos atrás.
Como toda pessoa intensa, ele quis sentir tudo intensamente. Conheceu um caminho sem volta, se envolveu com gente má, e foi essa gente que o levou de nós.
Apesar de saber que foi ele quem escolheu o caminho que iria seguir, ainda penso que as coisas poderiam ter sido diferentes. Naquela época, pouco se falava sobre o assunto, tudo era muito novo, e ninguém sabia ao certo o que fazer pra ajudar. Ainda acho que eu poderia ter feito algo pra mudar o desfecho desta historia, mas prefiro pensar que foi melhor assim.
Ele sabia que eu o amava, sabia que daria sim, sem exagero nenhum, a minha vida por ele. Resolveu se afastar, dizia aos amigos mais próximos para cuidar de mim e nunca deixarem que eu fosse atrás dele. E assim foi, discutimos alguns meses antes dele morrer, propositalmente, para que eu estivesse longe dele, para que eu não fizesse nenhuma besteira. Sinto sua falta, sinto falta de nossas conversas, da sua risada, sinto falta do abraço gostoso que ele me dava, dele puxando meu cabelo, me irritando, me chamando de Magrela. Sinto falta do olhar que dizia tudo. Ele dizia que para morrer bastava estar vivo, dizia que tudo era uma questão de sorte. Ele não teve a tal sorte. A droga destruiu não só a vida de um menino de 17 anos, levou um pouco da minha também. Mudou a vida dos amigos, da família. Levou um pouco da minha alegria, e por algum tempo levou minha fé. Muitas vezes eu pensei que Deus tinha se esquecido de mim, pensei se ele me ama, como pode deixar acontecer isso com uma pessoa que eu amo tanto? Hoje eu entendo, Deus precisava de um anjinho torto por lá. Escolheu ele. Tenho medo, do esquecimento que o tempo impõe a minha memória, já é difícil lembrar da sua voz, do rosto... Mas nunca irei me esquecer que ele existiu.
Rodrigo faria ontem 25 anos, e dedico à ele esse texto. Espero que onde ele esteja, ele possa me ver, possa saber que eu sinto muito sua falta mas que tenho certeza de que a gente ainda vai se encontrar, quero que ele saiba que eu sei, que ele está presente sempre, sei que ele me protege nas horas em que o vazio que ele deixou aperta tanto que eu acho que meu coração vai parar. Sei que é ele que está aqui, ao meu lado, segurando minha mão, me ajudando a continuar na caminhada. São pequenos detalhes que eu não saberia descrever, tentaria dizer que era um amor que não cabia no peito, transbordava, trazia brilho aos olhos, dizer que foi lindo o que vivi com ele, e que ele estará sempre, sempre em meus sonhos, em tudo que eu viver de bom e de ruim, pois ele é parte de mim. Um amor sem limites, eu vivo por ele também.
Baixinho... amo-te além da vida.
"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha,é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra.
Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha, e não nos deixa só,
porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós.
Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova
de que as pessoas não se encontram por acaso."
sábado, 19 de junho de 2010
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