quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pai! Afasta de mim esta boca.
Afasta de mim este corpo quente...
Tira de mim a força louca
que tanto me atrapalha a mente...

Pai! Afasta de mim o sofrimento
de não ter nem por um momento
a atenção dos olhos deste homem,
pois perto dele as palavras somem.

Por que ele detém todos os meus pensamentos
e são dele todos os meus sentimentos.

Pai, afasta de mim o sorriso,
os olhos sem juízo
Afasta, afasta... mande tudo embora...
Pois minha alma agora chora...

Leve-o e atire-o ao vento
faça com que desapareça
deste meu inútil tormento.
Que ele suma da minha cabeça!
(Cynthia de Almeida)

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