A bailarina, baila pela vida
vivendo nas pontas dos pés
Tropeça aqui e acolá
nas pedrinhas
e continua na ciranda
cantada pelos outros.
Com as pontas dos pés
vai desenhando
pelo caminho
colhendo flores
se espetando nos espinhos
com a leveza de uma borboleta.
Rodopiando, girando e girando
até ficar tonta
até se entorpecer no giro louco,
na loucura da vida.
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